sexta-feira, 30 de março de 2007

É a Capital

Vou eu, costurando a massa, “zig-zagueando” em meio a borbulhante multidão do centro de Porto Alegre. Pegando o panfleto, desviando das pessoas que descem a Borges de Medeiros em direção ao Mercado Público, cais do porto ou qualquer ruela com marquises pichadas, cuidando para não tropeçar nos pedintes e conferindo alguns itens no “Shop-Chão”, que estreitam ainda mais a Rua dos Andradas... sigo em fila com outros milhares na direção do Pôr do Sol, que reluz refletido nos altos prédios do seio da Capital.

Salve o verde e o cheiro do Ipê roxo, perfuma o centro, ó minha amiga figueira. É incenso, lavanda, é jasmim, é assim mesmo que se colore a Vida. É de cabeça erguida que se enxerga o horizonte. Lá vou eu, navegando, surfando... eu sou o Sol. Pensando, piloto a mente, e sei que quem mente pra própria mente, nem mesmo se entende no Coração. Mente quieta e espinha ereta, sou grão de areia na multidão, borbulho a goma de cor e massa, vejo em quem passa por mim a pressa, por isso corro, veloz na mente... é a Capital.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Desordem ou Progresso

Já se passaram aproximadamente seis horas e continuamos sem internet aqui na editora. Mas que vicio filho da mãe. Bom, como o meu trabalho não é completamente on line, dependendo apenas da intranet ou dos nossos servidores locais, eu sigo a rotina normal.

Corrói, ocupa, estraga, anula e pode muito bem contribuir e atender positivamente algumas necessidades do homem. Hoje em dia na internet podemos encontrar de tudo um pouco. Nada mais é segredo. No início de dois mil e seis, no meu período de férias, ao assistir um diálogo entre os personagens Théo e Diná, da novela “A Viagem”, pude perceber o quanto a nossa tecnologia evoluiu. A cena mostrava a indignação de Dina em não encontrar Théo no seu local de trabalho depois de uma simples ligação telefônica. Sacou? Hoje em dia é só pegar o celular e discar. Foi-se o tempo em que o telefone sem fio era a solução para os nossos problemas. Hoje você pode ir ao banheiro falando ao celular, pegar o ônibus, fazer um cooper, olhar uma bela paisagem falando ao telefone. E o melhor, é o seu telefone, bela exclusividade que o convencional ainda não tem (algumas operadoras já possuem planos de telefonia fixa para o celular).

Ir à aula de Inglês e voltar pra casa com livros cheios de temas para fazer? Que nada! Hoje, basta entrar no “msn", “yahoo”, baixar vídeos de aulas no “Kazaa” e mandar buscar no “google”: dicas de Inglês. Quer praticar Inglês? Você ainda dispõe das opções: praticar com nativos de língua Inglesa e, ou estrangeiros. Vários sites já disponibilizam cursos com aulas ao vivo e on line, como o www.englishtown.com.br, que oferece aos seus assinantes aulas vinte e quatro horas com professores nativos da língua.

Se você é daqueles que se assustava ao ver filmes antigos sugerindo que no ano 2000 iríamos ter carros voadores, viagens estelares e, ou algum tipo de tele-transporte, ficou só na imaginação. Muitas outras coisas surgiram para facilitar a nossa vida. Claro, vai de cada um escolher usar a tecnologia a seu favor ou se perder na “Era” do entretenimento vazio.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

É

Fecho os meus aplicativos, cerro o “uindons”, digo “até logo” e ninguém nem “a merda”. Bato o cartão em precisas 18:19 e saio em direção da parada de ônibus que me espera, ora vejam, parada.

No ponto de ônibus quase em frente à Igreja de São Pedro, na Av. Cristóvão Colombo em Porto Alegre, competimos eu e mais uns dez para ver quem tem a melhor visão do letreiro e, ou do número do bendito coletivo que faz a curva e vem em nossa direção, como que saísse de dentro do Sol escaldante da aurora da capital. Com a mão em gesto de continência para obstruir a claridade, vamos nós em disparada para ver quem chega primeiro até a porta do bendito. Credo, tem que botar mais ônibus nessa cidade... meia-hora e essa joça vem lotada? – esbraveja um Senhor que mescla a sua fúria com as varizes e o suor. Uma verdadeira lata de sardinhas. Também pudera, era de tardezinha e todos estavam acabando de sair dos seus trabalhos e o stress aflorando na mente daqueles que não viam a hora de chegar em casa.

Caos, simplesmente caos. A cada pessoa que levantava pra descer, era como se centenas de pombas da praçã da Alfândega lutessem por uma migalha de pão. Aquele murmurinho e estalos lamentando o engavetamento de certa forma enchiam o saco. Alertava o motorista “até eu fiquei vinte minutos na parada, vocês tem razão: assim não dá”.

Sigo na direção da minha casa, de olhos fechados no coletivo, imaginando o repouso e os momentos de lazer, tentando esquecer que “amanhã tem mais”... o que dirá daqui há uns 10 anos?! Farei de tudo para estar bem distante disso.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Antídoto



Ligue a TV, aumente o rádio, troque de estação e coloque o “bombril” na ponta da antena. Traga os tonéis, abra as janelas, portas e espere todo o lixo invadir o ambiente. Na corrida incansável pela notícia mais fresquinha e a concorrência acirrada entre as empresas de comunicação, tudo é tão barato e muitas vezes apelador. As pessoas não lembram da data do primeiro beijo, o dia do primeiro vestibular e nem quantos anos tinha quando ganhou a primeira bicicleta, mas a sabatina de "onzes de setembro", "vôos 1907", gravam com ferro em nossas carnes esses números, que, para nós, são gratuitos.
Datas, números, informações, registros, códigos que se cruzam no céu azul anil, em ondas que não podemos enxergar, mas que, como as "Tsunamis", elas invadem o paraíso calmo dos nossos lares, pensamentos e almas e, como epidemia, se espalham pelos encanamentos do “boca-a-boca” até entupir essa rede fluvial.
Ative o filtro! A vida do mais novo galã da novela das oito que foi fotografado com a mocinha da novela das seis, em recente festa em Angra, não deve ser mais importante do que a sua evolução pessoal, lendo livros, revistas, se informando sobre o que anda acontecendo em sua volta, com os telejornais de qualidade. Tudo está aí, como um grande Supermercado: resta saber quais os mantimentos das prateleiras podem lhe manter alimentado por mais tempo.
Por isso filtre e mescle o que é útil e agradável para você, em momentos de lazer, trabalho, descontração, etc. Ative a proteção do seu sistema imunológico mental, pra que ele possa espelir todas as doenças que querem te contaminar.